Eu vi uma imagem falando que no Canadá, um mulher que teria
sido criada por um casal homossexual está lutando para que os governantes de
todo o mundo zelem pela manutenção da família tradicional (Homem e mulher).
Segundo o relato, essa jovem, viveu com um pai homossexual,
que não mantinha relações monogâmicas e que os parceiros de seu pai não se
importavam com ela.
No próprio relato, ela menciona que após a morte de sua mãe, ela foi criada pelo pai, que era homossexual, e que, havia sido abusado física e sexualmente na sua infância, o que, segundo ela, teria acarretado nele uma sequência de distúrbios de natureza psicológica, partindo de instabilidade emocional a falta de comprometimento em um relacionamento, e ainda à infectologias por meio de DSTs.
No próprio relato, ela menciona que após a morte de sua mãe, ela foi criada pelo pai, que era homossexual, e que, havia sido abusado física e sexualmente na sua infância, o que, segundo ela, teria acarretado nele uma sequência de distúrbios de natureza psicológica, partindo de instabilidade emocional a falta de comprometimento em um relacionamento, e ainda à infectologias por meio de DSTs.
Evidentemente, há uma diferença entre ser homofóbico e
simplesmente não gostar das práticas homossexuais. Por exemplo: Você dizer que
não concorda com as práticas homossexuais, pois os homossexuais são anormais,
vão para o inferno, querem acabar com a raça humana, etc... Isso é um tipo de
comportamento homofóbico, pois, você está incitando o ódio e fazendo acusações
que vão além de sua capacidade de julgar (a menos que você possua uma tese com
resultados que comprovem tudo o que está dizendo). Agora você dizer: “Eu não gosto
quando casais homossexuais ficam falando de suas intimidades dentro de
shoppings, transporte público, ou mesmo que eles fiquem se beijando nos
restaurantes e nas praças.” Isso é um sua opinião sobre um fato. Ainda que você
esteja qualificando sua opinião, adicionando filtros sociais, mas, cabe o
bom-senso. Seria agradável ver um casal, ainda que heterossexual, se beijando
na praça de alimentação (e convenhamos, um selinho é uma coisa, um beijo
apaixonado, cinematográfico é algo um pouco descomedido para ambientes públicos
– minha opinião), ou mesmo falando de suas intimidades no transporte público?
Não creio que o fato do casal ser homo ou heterossexual vá qualificar ainda
mais o ato em si, pelo contrário, creio que qualquer que seja o casal, que
estiver tendo este tipo de atitude, não está tendo um comportamento aplicável à
moral do grupo. Isso então, não seria um comportamento homofóbico, mas sim, uma
questão de opinião. Levando isso para outro aspecto, pode-se dizer que, se você
não gosta que uma pessoa fume perto de você por que você não gosta do cheiro da
fumaça, ou acredita estar cuidando de sua saúde, seja sua opinião. Agora,
quando a você querer dizer que o indivíduo tabagista seja menos importante do
que você, por que ele está tentando acabar com a própria vida e com a dos
demais, que ele é anormal, pois não nasceu fumando e agora fuma, etc... Isso
sim é um ato de preconceito, pois, você está, não apenas expressando sua
opinião, como também criando um discurso de ódio e desprezo contra a opinião de
outra pessoa.
Voltando ao caso da jovem canadense que acredita que o pai
era homossexual e um pouco “descuidado” devido a traumas sofridos na infância.
Convenhamos, há estudos sobre o comportamento humano muito bem elaborados, e
seus resultados são de conhecimento de grande parte da sociedade. Quase que se
tem uma unanimidade nos resultados destes estudos, apontando que o meio onde as
crianças são criadas pode interferir na formação de seu caráter quando adulto.
Agora, vamos à comparar este resultado com o relato dessa suposta jovem.
Será que todo homossexual, ou pelo menos, a maioria deles,
sofreu abusos quando crianças? O pai dela ficou com ela por ser sua própria
filha (segundo deu para entender). Será que todo homossexual é obrigado a
adotar uma criança? E todos os que quiserem adotar têm histórico de abuso
sexual e/ou físico? Todo homossexual é promíscuo e trata os relacionamentos
como algo banal?
Acho que com a resposta dessas perguntas (pelo menos no meu
caso) se torna fácil concluir que o caso dessa jovem canadense foi algo
pontual. É pouco provável que isso se repita com uma parcela grande de crianças
que vivam em lares compostos por famílias homossexuais. Assim como, a maioria
da população cresce em ambientes que estão aquém de serem os ideais para a
formação do “caráter perfeito” para a sociedade, mas, mesmo assim, não são
todos os que vivem neste ambiente que se tornarão criminosos, ainda que nem
todos sejam um “case de sucesso mundial”.
Finalizando, uma questão no mínimo intrigante. Andei fazendo
alguns rastreios de fontes da notícia vinculada aqui no Brasil, e segui um rastro
de fontes que eu caracterizo como sendo, no mínimo, suspeito. Vejam a seguir:
Um dos primeiros resultados sobre o assunto que encontrei ao
pesquisar no Google sobre o assunto: “mulher criada por homossexuais” foi o
seguinte:
Um fórum de jogos de um grande portal de conteúdo.
A referência dessa postagem era:
Um blog relativamente pequeno, que busca manter seu público
informado sobre notícias diversas. Pouco se sabe à respeito dele ou de seus
autores. E, por sua vez, a referência desse blog é a seguinte:
É uma espécie de rede social (se assim pode ser chamado),
parece mais um agregador de links, onde as pessoas podem compartilhar
informações em uma espécie de blog. O responsável pelo post, pelas informações
disponíveis na plataforma é um argentino (esperava um canadense), faz parte do
grupo da taringa há 4 anos, possui
apenas 21 postagens, sendo perceptível sua cristandade (não que isso diminua a
qualificação de suas postagens, mas pressupõe-se a maioria dos adeptos do
cristianismo sejam contrários à prática homossexual). Mas, não foi ele o autor
do relato. Ele usou uma outra referência:
Que redireciona para:
Cujo conteúdo foi removido, mas os comentários não. O que
possibilita subentender, à partir da leitura dos comentários, que havia um
texto que falava sobre homossexualismo, ou homossexualidade, como queiram. Onde
a autora do post parece ter uma facilidade para tratar com assuntos que causem
grande divisão de opiniões.
Misteriosamente, as fontes acabam por aí... Então, como
saber da veracidade do fato? Cadê os canadenses? Como um fato desses pode
repercutir por toda a américa, principalmente no extremo oposto de onde ele se
sucedeu, mas não onde teve sua origem? Então, fui buscar um pouco mais sobre
isso, em um link que encontrei em um dos artigos anteriores. Acabei localizando
este site:
Supostamente, é o site dessa jovem tida como centro da
história. Ela estaria escrevendo sua autobiografia, relatando como foi sua
infância e adolescência. Procurei saber um pouco mais sobre a jovem com rápidas
pesquisas na web, e encontrei um suposto perfil em uma grande rede social. O
perfil é bastante reservado. Apenas dá para saber que ela ingressou na rede em
2007, e das suas duas únicas fotos abertas ao público, a mais antiga é a capa
de seu livro datando de 2010. Não é possível saber muito a seu respeito, exceto
que ela é uma jovem cristã e que possui um livro.
Na minha opinião, ela pode ter passado por períodos difíceis
(quem nunca?), mas, ao que parece ela se tornou uma cidadã que heterossexual,
que tem uma família (segundo informações nos blogs pesquisados), e que vive
como a maioria da população global, longe de uma utopia, com seus desgosto com
experiências do passado, mas, tentando levar a vida da melhor forma possível. Este
caso nos leva a pensar um pouco em certos tabus, tais como: “Todo filho de
homossexual se tornará homossexual.” Não é o que parece. Entre algumas outras
lições de vida.
Ainda assim, eu vejo que pode haver uma grande jogada de
marketing por trás da história dela, o site e a forma como a história é contada.
Tanto que no site dessa jovem tem um link direto para quem se interessarem
comprar um exemplar de seu livro, com versão impressa e eletrônica. A quem for
de interesse, o link é este aqui:
E a quem for de interesse, tem uma matéria aqui no site da
Super Interessante que visa apontar quatro elementos, tidos como mitos, sobre
filhos adotados por casais homossexuais:
http://super.abril.com.br/cotidiano/4-mitos-filhos-pais-gays-676889.shtml
Agora, cabe a cada um analisar os fatos e as evidências e
acreditar no que achar mais conveniente.

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